Desmitificando a doutrina espírita

Por: Rita Ramos Cordeiro

Já se foram os tempos em que a Doutrina Espírita era vista como algo místico, preconceituoso e proibido.

Por quantas e quantas vezes se torciam os narizes ao reconhecer tal pessoa na rua como espírita proibindo mesmo até a convivência social?

Tempos difíceis que afastavam do convívio comunitário os assumidos espíritas. Ler um livro espírita então, nem pensar! Muitos simpatizantes liam os livros escondidos da família, dos amigos para não passar vergonha, e não ter de ouvir discursos para converter a tal pessoa 'desviada' do caminho do bem.

Ser solidário, fazer a caridade para uma Instituição Espírita era algo raro, e a maioria delas tinha que lutar para se manter por causa desta discriminação.

Tempos tão distantes assim? Nem tanto! Hoje em dia ainda encontramos pessoas com esta mentalidade, mas tornara-se minoria. A nova geração de espíritos que surge já são mais ávidos de conhecimento do mundo espiritual, e estão sempre à procura de respostas sobre tantos problemas, e dificuldades enfrentados no dia a dia. Se preocupam com o próximo e procuram fazer a caridade, independente da religião a que se vinculam. Estamos na era da Solidariedade e Fraternidade.

Incontáveis Instituições Beneficentes são mantidas pelo livro espírita, e recebem a colaboração de pessoas que hoje levam o nome de voluntários.

Multiplicaram-se os Clubes de Livros Espírita por todo o Brasil, e seus associados em sua maioria são simpatizantes da Doutrina Espírita, pessoas de outras religiões que respeitam o Espiritismo, e tem a curiosidade de conhecer sobre o assunto sem preconceito.

Hoje é comum recebermos por e-mail mensagens espiritualistas que circulam pela Internet afora levando palavras de consolo, ânimo e fé, traduzindo assim o crescente interesse do ser humano pelo conhecimento espiritual.

Este é um grande progresso para todos nós, que através da reencarnação, renascemos milhares de vezes para nos aperfeiçoar e evoluir espiritualmente.

Esta nascente geração prepara seus filhos para um futuro pleno de fraternidade e solidariedade, imbuídos apenas no amor ao próximo, e na máxima que Jesus nos ensinou: “Amar ao próximo como a si mesmo".

 

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