Por: Rita Ramos Cordeiro

A ciência não é exata. Muitas doenças ainda não têm vacina, mas em muitos casos as vacinas vieram em curto espaço de tempo.

A H1N1, por exemplo, foi declarada como pandemia pela OMS em abril de 2009, foi anunciada pelo laboratório Novartis alguns meses depois, e em agosto de 2010 a OMS declarou o fim da epidemia.

A credibilidade e sucesso das vacinas foi demonstrado no controle de surtos de várias doenças, que atualmente quase não existem mais e que são controladas, como: sarampo, caxumba, entre outras. Por isso, a importância da imunização de adultos e crianças.  A ciência não é estática, ela muda e evolui constantemente.

Entretanto, nos últimos anos, os surtos de algumas das doenças citadas voltaram a surgir devido à desconstrução que vem sendo feito pelos Movimentos anti vacinas.

Estes movimentos têm ganhado força com matérias e informações baseados em fatos não comprovados, as tão conhecidas notícias falsas, divulgados nas redes sociais e sites de pouca credibilidade sem a devida confirmação e veracidade.

Com isso, as pessoas ficam cada vez mais resistentes a imunização e os surtos de várias doenças acabaram retornando.

É necessário, porém, atenção! A falta de obrigatoriedade da vacina ocorre apenas no universo particular de cada um e quando adulto.

As crianças menores de idade, mesmo que sob a guarda de pais e responsáveis, devem ser vacinadas conforme o artigo 14 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), no parágrafo 1.º; que diz: "É obrigatória a vacinação das crianças nos casos recomendados pelas autoridades sanitárias.".

Se assim os pais não procederem podem ser notificados pelo Conselho Tutelar e posteriormente pela Justiça.

E aí, quando escutarmos ou lermos a frase "Ninguém pode obrigar ninguém a tomar vacina", justificando a tão desejada liberdade, seria importante pensarmos se para adquiri-la é preciso causar o mal e prejuízo alheio.

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