Por: Rita Ramos Cordeiro

Recentemente li uma matéria sobre moradores em situação de rua e um caso me chamou atenção. É a história de um rapaz que mora no Rio de Janeiro. Ele veio de outro Estado e foi gerente de uma empresa até perder o emprego e com o passar dos meses sem conseguir outro emprego, guardou seus pertences num depósito e acabou indo dormir na rua.

No caso do rapaz em questão, segundo ele, ninguém sabia que ele morava na rua, então explica-se porque nenhum conhecido o ajudou.

Mas, no caso dos outros moradores em situação de rua, por que não são ajudados?

É certo que cada história é uma história, cada vida uma vida e cada situação difere da outra, mas também é certo que os moradores em situação de rua são invisíveis para a maioria das pessoas, ou seja, ninguém quer vê-los.

Mas a dificuldade do ser humano ser solidário não é só com pessoas em situação de rua, com muitos casos e situações geralmente próximos a nós temos também dificuldades em ajudar.

Na correria do dia-a-dia, trabalho, compromissos, esquecemos destas pessoas que estão em situação de risco e acabamos por virar as costas para elas e quando algo acontece na coletividade, que nos faz lembrar dessas pessoas, nos entristecemos, nos sentimos revoltados e nos chocamos.

Mas esquecemos daquele momento em que poderíamos ter feito algo por alguém próximo a nós e não fizemos e para acalmar a consciência é mais fácil pensar que não temos tempo ou que não sabemos ajudar.

E mais uma vez esquecemos que nós, nas mais diversas e variadas profissões e carreiras, muitas vezes passamos por situações que nos colocam em xeque e conseguimos vencer e passar no teste, mas para ajudar uma família carente, morador em situação de rua e uma pessoa em dificuldade, não sabemos como ajudar.

Isso é muito triste! O Natal está chegando e este ano talvez comece mais tarde devido à crise que estamos enfrentando tanto no Brasil como lá fora.

Teremos que economizar mais, gastar menos e talvez ter um Natal e uma viagem mais simples.

Mas alguém já parou para pensar quantas famílias não terão comida na mesa? Quantos pais de família não terão emprego? Quantos moradores em situação de rua continuarão nas ruas?

Quantas crianças não terão um simples brinquedo de presente de Natal?

Alguém já parou para pensar o que poderia estar fazendo a respeito?

Agora é o momento em que todos nos reunimos para separar os nomes do amigo secreto para a confraternização de Natal. Por que não juntar os amigos para dar o presente para uma criança, uma família que está precisando de uma cesta básica, ou alguma outra necessidade?

O mesmo grupo de amigos que sorteia o amigo secreto, pode se juntar para fazer o Natal solidário de alguém. Não precisa muito, não precisamos tirar muito dinheiro do nosso bolso e talvez não tiremos nenhum.

A dedicação e o empenho é o mesmo de quando decidimos fazer um amigo secreto ou nos juntamos numa pizzaria para uma confraternização, de quando juntamos um grupo de amigos para um Natal solidário, são apenas desafios diferentes! Só depende de nós! Basta querer

Que saibamos passar pela vida, este magnífico tesouro que Deus nos deu, tendo estes momentos, que podem ser poucos ou muitos, se nos abrirmos para escutar nossa consciência e nosso coração!

 

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