Aprendendo a conviver com as diferenças



Ultimamente o ser humano adquiriu o hábito de fazer comparações das mais diversas áreas além do normal.

Quando algo não agrada ou difere de nossa forma de pensar, sentir ou ver determinadas situações, lá vamos nós fazer comparações generalizadas.

Se considerarmos que comparação significa confrontar uma coisa com outra para lhe determinar diferença, chegaremos a conclusão que sempre que compararmos algo estaremos apreciando um e depreciando outro, ou seja, estaremos estabelecendo mais fortemente as diferenças.

É correto dizer que as diferenças existem, mas elas precisam ser vistas e aceitas como algo natural.

O que seria do branco se não fosse o preto?

O que seria do vinho e não fosse a água?

O que seria do luxo se não fosse o simples?

O certo e o errado é muito relativo, portanto, não podemos encarar da mesma forma situações vividas por pessoas diferentes.

Cada um tem um aprendizado a adquirir. Cada povo tem uma cultura diferente da outra.

Cada pessoa se empenha e luta por uma causa diferente.

O que para alguns pode ser um erro, para outros pode ser o correto.

A riqueza para alguns não importa e preferem a simplicidade e ter apenas o necessário.

Precisamos evitar fazer comparações pois cada espírito e cada ser humano é diferente do outro e observa o mundo com lentes diferentes.

Ao invés de compararmos o que não nos agrada, que tenhamos o discernimento de corrigir em nós o que nos faz mal, o que nos entristece e o que nos incomoda e deixemos que a diferença faça parte de nossa vida como algo natural, belo e necessário.

Que cada um consiga descobrir a si mesmo ou encontrar seu caminho sem fazer comparações desnecessárias, que não trarão outra coisa, a não ser sentimentos contraditórios.

Que saibamos seguir em frente buscando um objetivo a cumprir que nos motive a nos tornar cada dia melhores, sem buscar as diferenças que na grande maioria das vezes, não nos acrescenta em nada.

Por: Rita Ramos Cordeiro




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