Por: Rita Ramos Cordeiro

Quem já ouviu falar na história de Polyanna?

Polyanna era um criança muito pobre, cujo pai, um missionário, tinha um salário que era tão baixo que mal podia obter o essencial para viver.

Em meios a tantas tribulações, Polyanna criou o "Jogo do Contente", onde procurava achar qualquer motivo para se alegrar e agradecer a Deus, não importa o quão difícil estivesse sua vida.

Uma história fantasiosa ou de grande utopia?

Será que alguma vez em nossas vidas, nos momentos de grandes dificuldades já fizemos uso do "Jogo do Contente"?

Provavelmente não, pois, nos momentos de dificuldades a maioria das pessoas dificilmente lembram de Deus, muito menos para descobrir o lado bom do que vivencia.

Estamos tão acostumados a reclamar de tudo: da família, do emprego, do governo, da violência no mundo, que não sobra tempo para lembrar do que temos de bom em nossas vidas.

É claro que não devemos nos omitir e cruzar os braços para as coisas ruins que acontece ao nosso redor, mas será que já paramos para observar as coisas boas que Deus nos concede diariamente?

Já agradecemos hoje pela benção de mais uma existência?

Já agradecemos pela saúde de nosso corpo físico, quando tantos dariam tudo por um corpo saudável?

Já agradecemos a Deus pelo alimento que nos mata a fome, quando tantos não tem o que comer?

Já agradecemos pela família que temos, quando tantos são solitários pelo mundo e já perderam seus entes queridos?

Muitos reclamam que ainda não encontraram o verdadeiro amor quando são amados pela família e amigos e não percebem este amor.

Tantos são os motivos para agradecer...

Mas preferimos ver sempre o lado ruim de tudo quando poderíamos ver a vida com novos olhos. Os olhos do amor e da gratidão.

Gratidão, pelo alimento que nos permite nos sustentar.

Gratidão pela nossa saúde que nos permite caminhar.

Gratidão pelo nossos anjos guardiões que estão sempre a nos consolar.

Gratidão ao Pai da Vida que através de seu grande amor por nós, nos concedeu a vida para nosso usufruto, aprendizado e evolução espiritual.

Se não quisermos jogar o Jogo do Contente como fazia Polyanna, que passemos então a valorizar a oportunidade bendita de estarmos vivos, quando tantos já partiram.

Passemos então a viver verdadeiramente, deixando de passar pela vida como sonâmbulos.

Que a alegria de viver, independente de nossas dificuldades, nos fortaleça a caminhada, para chegarmos até o final dela com a tranquilidade de quem viveu em paz e que conheceu o verdadeiro amor, aquele que une e não separa.

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