Ódio, amor, perdão, e a busca pela paz interior

Por: Rita Ramos Cordeiro

Nos dias atuais, as palavras: ódio, amor e perdão ainda não são totalmente bem assimiladas pelo ser humano.

O ódio, este sentimento mundano é mais comum do que imaginamos.

As pessoas ocultam este sentimento, guardam-no dentro do coração, inflamando sentimentos criando mágoas e ressentimentos.

Este sentimento tão bem camuflado é causado pelo ciúmes, inveja, orgulho, desentendimentos mal resolvidos, julgamentos, criadas pelo próprio ser humano.

Causa prejuízos para todos os envolvidos, tanto para quem é alvo dele, quanto para quem libera este sentimento tão destrutivo.

É através do ódio que se desfazem vínculos familiares e de amizades, que se criam inimigos, desafetos por séculos, tanto no plano espiritual quanto nas encarnações futuras.

O espírito ainda desconhecedor do amor e do perdão, cria uma grande simbiose com seu desafeto, e faz com que esta ligação se perpetue indefinidamente, trazendo-lhe sofrimentos, instabilidade emocional e uma angústia que não lhe permite ter paz.

Na grande maioria dos casos estes sentimentos, tão negativos no ser humano, não são sanados na encarnação em curso.

É necessário que estes espíritos se aproximem novamente em nova roupagem terrena, para que possa haver a devida reconciliação.

É através da reencarnação e do esquecimento do passado, que a Providência Divina em sua abençoada sabedoria permite tais uniões, que trará paz entre os filhos de Deus que ainda não se harmonizaram.

Não é fácil se desfazer de mágoas e ressentimentos, porém, é de extrema urgência que o ser humano procure se reconciliar com seu irmão de jornada.

Se não for para um convívio íntimo, mas pelo menos para um convívio pautado no respeito e na educação.

Geralmente não procuramos nos colocar no lugar do próximo para saber quais são seus sentimentos mais profundos.

Se a cada desentendimento ou rancor, procurássemos compreender que o ser humano é passível de erros, que carrega dentro de si angústias inimagináveis, não nos deixaríamos abater por tanto ódio, mágoas ou ressentimentos. Este é o primeiro caminho para aprender a amar e perdoar.

Entenderíamos facilmente que as frases: “Amar ao próximo como a si mesmo” ou “Fazer ao próximo o que gostaríamos que nos fizessem”, não é algo tão difícil ou impossível de sentir e praticar.

A trave em nossos olhos nos impede de ver os próprios erros, mas não nos impede de ver e julgar os erros de nossos semelhantes.

Seria tão mais simples procurar entender o que se passa por trás de uma agressão, do que revidá-la sem pensar.

O grande mal do ser humano é o egoísmo que ainda mora dentro de seu coração.

Temos um potencial enorme ao nosso alcance para aprender a amar, dividir, unir e viver em paz. O maior exemplo que temos a seguir é Jesus.

Temos a benção da vida, que nos dá a oportunidade de fazer o bem e nos reconciliar com nossos desafetos.

Terra passa por um momento de transição e exige a urgência de nossa mudança interior.

É esta mudança interior que nos aproximará ou nos afastará de nossa família espiritual em outras encarnações.

É a decisão em mudar e aprender a amar e perdoar, que nos aproximará cada vez mais de Cristo, e da paz que ainda não conhecemos.

Arregacemos as mangas e lutar por um mundo melhor, pleno de amor, paz e harmonia que só depende de nós.

 

Cadastre-se em nosso informativo

CAPTCHA