A caridade e os tarefeiros de Jesus

Por: Rita Ramos Cordeiro

Muito tem se falado ultimamente nas redes sociais sobre o caso do resgate dos cães Beagles.

Muitos aprovam o resgate dos animais e muitos se põem a questionar e julgar tal atitude alegando, e se perguntando o motivo de se ter resgatado apenas esta raça de animais quando tantas raças estão também passando pelo mesmo problema.

Outras pessoas, no entanto, discutem a questão alegando que tais pessoas poderiam usar suas energias ajudando os mais necessitados e carentes de todo canto do mundo ao invés de se preocupar apenas com os animais.

Este assunto dá abertura para grandes reflexões e posicionamentos, e nos deixa a pergunta do que é a verdadeira caridade e de como devemos exercê-la.

A verdadeira caridade não se encontra apenas na beneficência e na parte material, mas principalmente no conjunto de todas as qualidades do coração, na bondade e na benevolência para com o próximo.

Segundo disse São Paulo “A caridade é paciente; é branda e benfazeja; a caridade não é invejosa; não é temerária, nem precipitada; não se enche de orgulho; - não é desdenhosa; não cuida de seus interesses; não se agasta, nem se azeda com coisa alguma; não suspeita mal; não se rejubila com a injustiça, mas se rejubila com a verdade; tudo suporta, tudo crê, tudo espera, tudo sofre.”

A verdadeira caridade é feita de muitas formas, mas principalmente em pensamentos, palavras e ações.

Está em tratar nossos semelhantes com amor, respeito, amabilidade e sem pré-julgamento, em cumprir a máxima deixada por Jesus “Amar ao próximo como a si mesmo” tratando o irmão de jornada como gostaríamos de ser tratados.

A partir desta definição é que podemos como verdadeiros cristãos nos transformar em verdadeiros tarefeiros de Jesus seguindo a frente do trabalho que mais apreciamos.

A caridade nos permite uma grande frente de trabalho como mobilização em favor de animais, seres humanos, nos envolvendo com a ajuda material, ajuda espiritual, entre tantos outros.

Não importa qual a frente de trabalho que escolhemos como caminho de vida para praticar a caridade se não tivermos em nossos corações o verdadeiro sentido da caridade, solidariedade e fraternidade.

Entenderemos o real sentido da caridade se insistirmos em manter nossos corações repleto de mágoas, ressentimentos, egoísmo, e se ainda usarmos a maledicência, os julgamentos pré-concebidos, o preconceito pelo nosso próximo, e a falta de compreensão pelo ser humano.

Quando decidirmos ser benevolentes, trabalhando em prol do próximo, e indulgentes compreendendo as fraquezas ou escolhas do irmão do caminho evitando discriminá-lo, estaremos sendo cristãos, praticando o real sentido da caridade e do Evangelho de Jesus. Assim, nos tornaremos verdadeiros tarefeiros de Jesus seja em qual frente de trabalho estivermos.

 

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