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Sábado, 03 Novembro 2018 16:26

A Espiritualidade Maior e o livre arbítrio




Por: Rita Ramos Cordeiro

Há muitos anos atrás, na Casa Espírita onde eu conheci o Espiritismo, também iniciei minha mediunidade.

Passei por situações difíceis que bagunçaram um tantinho o meu campo mental e eu não soube lidar com certas situações que eu precisava vivenciar para meu crescimento espiritual.

 

Por estar ainda engatinhando no Espiritismo e por estar iniciando os estudos mediúnicos, resisti muito a esta tarefa para mim reservada, mesmo já sabendo que eu mesma a havia escolhido antes de reencarnar, mas declinei da tarefa, por não me sentir preparada para tanto. Em prece, pedi perdão aos amigos espirituais por minha covardia. Pedi que me tirassem aquele dom que naquele momento não podia abraçar e me prontifiquei a realizar qualquer outra tarefa que não fosse aquela.

Amorosamente fui acolhida em meu pedido desesperado e aquele dom em específico cessou.

Outros dons mediúnicos surgiram para que eu pudesse trabalhar e arregaçar as mangas e assim segui na minha tarefa até hoje.

A Espiritualidade Maior com todo o amor, me acolheu nos meus maiores temores e apenas mudaram o caminho da minha trajetória, que me levaria também para o mesmo fim. E assim tem sido! Hoje, já amadurecida, olho para trás e só posso agradecer a Eles por todo o amor que me dedicaram ao atender meu pedido desesperado.

Com isso eu aprendi que a Providência Divina não nos obriga a nada e nem nos força a seguir os caminhos por Eles traçados.

Nos respeitam, nos amam, nos mostram outros caminhos, nos acalmam o coração e nos aconchegam em seu colo bendito, para que o tempo e a maturidade nos traga de novo para o caminho traçado se assim o desejarmos. Nos deixam livres para colher o que plantamos.

Nossos amigos espirituais queridos e nem a Providência Divina se envolvem no que diz respeito às escolhas humanas, por maiores e importantes que elas possam ser.

Deus está no leme e cada dia mais do que nunca, mas não força seus filhos a nada.

Quando o mundo precisa de mudanças, ele busca, escolhe e capacita seus tarefeiros, mesmo diante de toda sua imperfeição e sabendo que eles podem sucumbir durante o caminho.

Sendo assim, o destino não existe, já que temos nas mãos a mais abençoada ferramenta concedida por Deus: o livre arbítrio e com ela podemos mudar caminhos, sempre cientes das consequências por nossas escolhas, pois como dizia Chico Xavier: "Plante amor e paz e a vida lhe trará colheita de paz e amor!

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