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Domingo, 17 Março 2019 17:13

Como entender a tragédia de Suzano e tantos outros onde pessoas aparentemente normais tiram vidas ou se suicidam?




Por: Rita Ramos Cordeiro

As doenças do psiquismo não surgem de um momento para o outro, elas desalinham primeiramente a mente do indivíduo, embaralhando os pensamentos com desejos suicidas ou até de tirar a vida de alguém.

Num segundo momento explode em rompentes de raiva, agressividade ou tristeza no dia a dia e na vida de relação. É neste momento que os pais ou familiares que convivem com estas pessoas precisam ficar atentos nestes sentimentos e rompentes que a princípio não são normais, mas que com o passar do tempo se tornam recorrentes.

 

Na correria do dia a dia e envoltos em seus próprios problemas, os pais, amigos ou familiares não percebem que estes rompentes se tornam por vezes constantes. Acreditam que é uma crise de raiva, tristeza e não dão a devida atenção.

Em muitos casos até se percebe que algo não vai bem mas acredita-se que logo vai passar ou que é frescura de quem não tem o que fazer, ou até mesmo ignoram para se envolver com outros problemas do dia a dia.

Pessoas com doenças psíquicas, como a depressão por exemplo, sempre dão um sinal ou buscam socorro para resolver seus problemas.
Se fecham em si não desejando conversas, se trancam em seus quartos, computadores e celulares, criando um mundo só seu.

Quem convive ou conhece pessoas assim precisa ficar atento pois, aí sim, de uma hora para outra os sentimentos que estão represados explodem de uma forma inimaginável.

Geralmente, após uma tragédia escutamos comentários do tipo: A pessoa nunca deu problema, era quieta, ficava na dela, mas se puxassem na memória lembrariam que uma vez ou outra deu sinais de sua instabilidade emocional.

Os pais precisam ficar atentos ao que os filhos fazem. Quem são seus amigos, o que fazem no computador e no celular. De que forma se comunicam e o que falam. Ao perceber qualquer atitude atípica é de grande importância buscar ajuda de um terapeuta ou psiquiatra, para que no futuro não precisem lamentar sua perda ou uma tragédia.

Vivemos num momento onde as doenças de ordem psíquica se tornarão o maior desafio da humanidade.

Nota-se atualmente através da internet e redes sociais, pessoas se expondo agressivamente, demonstrando sentimentos de raiva e agressão gratuitos.

Se não buscarmos ajuda para nossos desequilíbrios mentais que muitas vezes vão se tornando difícil de controlar, poderemos estar adquirindo doenças psíquicas que podem prejudicar a nós e ao nosso semelhante, tornando constantes situações como a de Suzano.

Fiquemos atentos, olhemos para além de nós mesmos procurando perceber o pedido de socorro silencioso de alguém que conhecemos.

Que possamos auxiliar e estender as mãos a quem conosco convive antes que uma situação surja sem controle, pois o inimigo mora ao lado e pode ser alguém que conhecemos ou até nós mesmos.