Sexta, 01 Junho 2018 11:38

Renascendo da dor

Por: Rita Ramos Cordeiro

Encerramos o ano de 2017 desejando que o ano que estava se iniciando fosse melhor do que o ano que estava se acabando.

Infelizmente não foi isso o que aconteceu e 2018 se mostrou estar sendo um ano muito difícil.

Além das dificuldades financeiras e de nosso próprio país em crise, 2018 trouxe um novo desafio que é manter laços de amizade, afetividade e afinidade.

As divergências de opiniões, o desrespeito, a dificuldade em aceitar o outro como ele é, independente de seu ideal e forma de pensar tem desfeito bonitos relacionamentos.

E isso separou mais ainda as pessoas. Se desfez amizades, pessoas pararam de se falar e a intolerância entre as pessoas aumentou.

Infelizmente a maioria das pessoas não sabem mais conversar, divergir opiniões e perceber que esta diferença não é algo ruim. Pelo contrário, divergir, pensar diferente e debater temas polêmicos é saudável, pois faz o ser humano pensar e perceber que não é o dono da razão e que a verdade não é única para todos.

Grande parte das pessoas deixaram de lutar juntas por um bem comum e outras tantas passaram a criar grupos distintos desejando que todos levantassem uma bandeira que não querem e que não estão dispostas a lutar.

E esta diversidade de opiniões, ideais e pensamentos trouxe revolta, mágoa, incompreensão e rompimentos.

Não conseguimos aceitar que cada ser humano tem uma velocidade para caminhar e para compreender as coisas.

Passamos um momento muito difícil em nosso país, onde as dificuldades vindas de décadas, como corrupção, violência, falta de educação e pobreza tornaram-se extremas para o ser humano e infelizmente não estamos sabendo lidar com isso.

Procuramos soluções mas obrigamos que todos pensem e façam como pensamos.

Ideal seria que todos lutassem por um mesmo bem comum e que uma situação que está insustentável mudasse através da união, da solidariedade e fraternidade.

Mas caminhamos para o lado oposto por acreditar que a mudança tem que ser do outro e não nossa.

Acreditamos com todas as forças de nosso coração que estamos no caminho certo e o errado é o outro. Infelizmente falta-nos um grande espelho para conseguir enxergar nossas próprias imperfeições e limitações.

E em meio a tanta tempestade sem enxergar que a mudança está dentro de nós e individualmente, deixamos passar a oportunidade de fazer algo realmente grande e único como fazer a parte que nos cabe, que é olhar a nossa volta, arregaçar as mangas e mudar a situação que está ao alcance de nossas condições.

Nossa zona de conforto deixou de ser tão confortável para nos incomodar. Não porque o mundo está um caos, mas porque nossa mente e espírito está doente.
Madre Tereza de Calcutá dizia que ela era uma gota no oceano, mas se não fosse ela, o oceano seria menor.

Se não temos condições de mudar o mundo a nossa volta, se nos revoltamos que nada é feito, precisamos e devemos começar por nós mesmos e começar a arregaçar as mangas para mudar o que está a nosso alcance.

Os exemplos são poderosos tesouros que nos motiva sempre para a frente e nada melhor de sermos nós os exemplos que buscamos nos outros.

E mesmo quando nos sentirmos minúsculas gotas de oceano, é sempre importante lembrar, que realmente o oceano seria menor sem nós.

 

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